É a primeira vez que as medalhas de uns Jogos Olímpicos incluem material reciclado, e já agora inesperado: ao ouro, prata e bronze com que vão ser distinguidos os melhores atletas mundiais juntaram-se este ano restos de circuitos eletrônicos e outro hardware desativado. A medida verde vai permitir ao Canadá aproveitar melhor as 140 mil toneladas anuais de lixo informático.
A iniciativa partiu da empresa Teck Resources, responsável pela extração dos materiais necessários para as 1000 medalhas que vão ser atribuídas na competição. A partir de computadores, monitores, impressoras e vidro aplicado em aparelhos informáticos conseguiram recolher alumínio, bronze, entre outros materiais.
As receitas tradicionais para as peças de 10 centímetros de diâmetro, seis milímetros de espessura e 500 a 576 gramas vêem-se então alteradas: a 1,5% do material usado na medalha de ouro passou a ser lixo, o mesmo para 1% das medalhas de bronze. O material onde há menor capacidade de adaptação é a prata, que conta apenas com pequenos vestígios de lixo informático.
Para fazer os prémios foram precisos 2,05 quilos de outro, 1.950 gramas de prata e 903 quilos de bronze. Serão entregues até 28 de Fevereiro. Para já a lista dos mais medalhados é encabeçada por Estados Unidos, com quatro medalhas, e Coreia, com duas.
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